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Ensaio Gelyflow Ca em rosas

A produção de rosas de qualidade para exportação é uma tarefa que exige um alto nível de tecnificação, eficiência e qualidade para atender às expectativas dos mercados internacionais mais competitivos. O setor de floricultura, em sua busca por permanecer na vanguarda, está constantemente procurando inovações para melhorar a produção sem comprometer o desenvolvimento sustentável e o equilíbrio ecológico.

Nesse contexto, a Arvensis se posiciona como um aliado estratégico, oferecendo alternativas eficazes e ecologicamente corretas. Essas soluções, quando aplicadas no momento certo, permitem que as plantas expressem todo o seu potencial, garantindo um desenvolvimento contínuo e saudável.

O objetivo dos estudos apresentados neste ensaio é avaliar a concentração de cálcio em plantas de rosas por meio da aplicação do GELYFLOW Ca. Para isso, foram realizados dois ensaios no Equador em diferentes variedades de rosas. Os resultados obtidos demonstram a eficácia do GELYFLOW Ca na manutenção de níveis adequados de cálcio na planta ao longo do tempo, contribuindo assim para a produção de rosas de alta qualidade que atendem às demandas do mercado internacional.

Quando devo usar o Gelyflow Ca?

O cálcio é um nutriente essencial para as plantas, desempenhando um papel crucial na estabilidade das paredes e membranas celulares. Nas rosas, a deficiência de cálcio, especialmente no tecido meristemático, pode ter consequências graves. A falta de cálcio enfraquece as paredes celulares, tornando as células mais suscetíveis à ruptura e, por fim, levando à morte do tecido. Essa deficiência nem sempre se deve à baixa absorção ou disponibilidade de cálcio no solo, mas geralmente é o resultado de um transporte inadequado pelas passagens vasculares da planta. Além disso, as plantas com deficiência de cálcio são mais suscetíveis à entrada de fungos como a botrytis.

O uso do GELYFLOW Ca no cultivo de rosas é fundamental para evitar os problemas associados à deficiência de cálcio. Ao garantir um suprimento adequado e contínuo desse nutriente, o GELYFLOW Ca ajuda a manter a integridade estrutural das células, promovendo um crescimento saudável e vigoroso das rosas. Isso resulta em flores de maior qualidade e mais resistentes, capazes de atender às demandas do mercado internacional.

O GELYFLOW-Ca é uma suspensão concentrada que permite que uma grande quantidade de cálcio seja fornecida usando volumes muito pequenos, resultando em uma economia significativa no transporte e no manuseio de contêineres. Esse produto é especialmente recomendado para situações em que são usados pequenos volumes de calda, facilitando assim uma aplicação eficiente. O GELYFLOW Ca pode ser administrado tanto via foliar quanto no solo, oferecendo flexibilidade em seu uso de acordo com as necessidades específicas da cultura.

Dados do ensaio 1

Cultivo

Rosal Artika

Localização

Ecuador

Data

As aplicações foram iniciadas em 23 de março de 2022, duas aplicações de drench foram feitas em um intervalo de 15 dias e avaliadas 15 dias após a segunda aplicação.

Dose

GELYFLOW Ca 1,5 litros/ha, 75cc/10 camas de Gelly Flow Ca

Resultados e análise do ensaio 1

Tabela 1 Resultados em ppm de cálcio para plantas de controle e tratadas.

Os resultados obtidos demonstram conclusivamente a eficácia do GELYFLOW Ca na manutenção de níveis adequados de cálcio nas plantas de rosas. O gráfico das medições de cálcio nos pedúnculos tenros revela uma clara superioridade do tratamento com GELYFLOW Ca em comparação com o tratamento agrícola convencional.

Após duas aplicações de GELYFLOW Ca via drench, a diferença nas concentrações de cálcio aos 30 dias é significativa, excedendo 50%. Especificamente, enquanto o tratamento convencional mostra uma concentração de 55 ppm de cálcio por mês, o tratamento com GELYFLOW Ca atinge 120 ppm, o que está acima da faixa superior esperada.

Esses resultados indicam que o GELYFLOW Ca não só melhora a absorção e o transporte de cálcio na planta, mas também garante uma distribuição mais uniforme e sustentável do nutriente. Isso é fundamental para manter a integridade celular e promover o crescimento saudável e vigoroso das rosas, o que é essencial para atender aos padrões de qualidade exigidos no mercado internacional de flores.

Gráfico do ensaio 1

Dados do ensaio 2

Cultivo

Rosal Mondial y novia

Localização

Pichincha (Ecuador)

Data

As aplicações começaram em 14 de abril de 2021 e foram feitas 3 aplicações de drench.

Superfície

15 camas

Dose

GELYFLOW Ca 1cc/litro

Resultados e análise do ensaio 2

Tabela 2 Resultados em ppm de cálcio das plantas de controle e tratadas.

O gráfico abaixo mostra as medições de cálcio em duas variedades de rosas, comparando o tratamento agrícola convencional com o tratamento GELYFLOW Ca. As barras claras representam o tratamento agrícola, enquanto as barras escuras correspondem ao tratamento com GELYFLOW Ca.

Após um mês de aplicação do GELYFLOW Ca via drench, foi observada uma diferença significativa nas concentrações de cálcio, sendo superior a 50%.

Gráfico 2 do ensaio 2 comparando as duas variedades.

Conclusões

Os resultados obtidos em ambos os estudos destacam a eficácia do GELYFLOW Ca no aumento significativo dos níveis de cálcio em roseiras. Tanto no segundo estudo, em que foram avaliadas diferentes variedades de rosas, quanto no primeiro estudo, em que foi analisado o efeito em pedúnculos tenros, foi observada uma melhoria considerável após a aplicação do GELYFLOW Ca via drench.

Os gráficos mostram claramente que a diferença nas concentrações de cálcio entre o tratamento convencional e o tratamento com GELYFLOW Ca foi superior a 50% após um mês de aplicação. Esses resultados são indicativos da capacidade do GELYFLOW Ca de aumentar a absorção e o transporte de cálcio nas plantas, o que contribui para um crescimento mais saudável e vigoroso das rosas.

Porque as plantas produzem flores

A fisiologia da floração refere-se aos processos biológicos e fisiológicos que ocorrem nas plantas para o desenvolvimento de suas flores. A floração é um evento muito importante no ciclo de vida das plantas com flores (angiospermas), marcando o estágio em que as plantas produzem estruturas reprodutivas, como pétalas, estames e carpelos, que eventualmente se transformarão em frutos e sementes

A floração pode ser influenciada por uma série de fatores internos e externos, com alguns exemplos:

Fatores ambientais: Luz, Temperatura, Umidade e Fotoperíodo quer dizer: a duração do período de luz durante o día (muitas vezes algumas plantas que temos em nossos jardins não produzem flores, possivelmente pelo tamanho do día ou o lugar que tem pouca luz). De uma maneira mais específica, muitas plantas florescem em resposta a mudanças sazonais no fotoperíodo, portanto é vital escalonar o plantio para sincronizar a floração com as condições ambientais favoráveis de crescimento, floração e reprodução.

Regulação hormonal: A floração é controlada por uma complexa rede de hormônios vegetais, como auxinas, citocininas, giberelinas, etileno e ácido abscísico. Esses hormônios interagem de maneira coordenada para regular processos como a iniciação floral, o desenvolvimento da inflorescência e a abertura das flores até a fecundação.

Desenvolvimento morfológico: Durante a floração, as plantas passam por mudanças morfológicas significativas para produzir flores. Isso inclui a diferenciação de tecidos florais a partir de meristemas, a formação de botões florais, o desenvolvimento de órgãos florais (pétalas, estames, carpelos) e a abertura das flores.

Polinização e reprodução: Evidentemente a polinização é fator para produção de frutos, nesse momento o pólen é transferido dos estames para os carpelos, resultando na fertilização ou fecundação e necesariamente produção de frutos. Olha que interessante: as características das flores, como cor, cheiro, formato, muitas vezes são respostas evolutivas das plantas para atrair polinizadores específicos, como insetos, pássaros ou mamíferos, facilitando assim a polinização.

Senescencia floral: Após a fertilização, as flores passam por senescência, um processo de envelhecimento programado, no qual as flores murcham, secam e eventualmente caem. Nisso a planta moviliza nutrientes e energia para o desenvolvimento dos frutos e sementes.

Ou seja a floração é um evento complexo que envolve uma interação entre fatores genéticos, ambientais, hormonais e morfológicos, todos coordenados para garantir o sucesso reprodutivo das plantas com flores.

O que pode interferir negativamente no processo de floração?

Condições ambientais desfavoráveis: Alterações drásticas nas condições ambientais, como temperaturas extremas, geadas tardias, secas prolongadas ou excesso de chuva, podem prejudicar a floração. Ou seja, o momento da floração é um momento muito sensível na planta, o que vai determinar a sua produção, se no momento em que o cultivo está em plena florada houver alguma dessas alterações, ao ponto de que possa danificar os botões florais, haverá impacto na produtividade;

Fotoperíodo inadequado: Muitas plantas são sensíveis ao fotoperíodo (comprimento do día). Mudanças nos padrões de luz podem interferir na capacidade das plantas de florescerem. Por exemplo, o cultivo sob luz artificial durante a noite pode aumentar horas luz, condicionando a floração planejada de algumas plantas.

Estresse biótico: Pragas, doenças e competição com outras plantas podem causar estresse nas plantas, prejudicando seu desenvolvimento e capacidade de floração. Por exemplo, infestações de insetos com trips podem danificar os botões florais, enquanto doenças fúngicas podem comprometer a saúde geral da planta.

Nutrição desequilibrada: Deficiências ou excessos de nutrientes, podem afetar negativamente a floração das plantas. Por exemplo, uma deficiência de fósforo pode resultar em menor produção de flores, enquanto um excesso de nitrogênio pode estimular o crescimento vegetativo e não a planta não desenvolve a sua florada. Além disso, dois micronutrientes importantes nesse momento: Calcio: fundamental para desenvolvimento da parede celular (garantindo resistencia floral) divisão celular e crescimento e transporte de nutrientes, o Boro fundamental para a divisão celular, formaçao do tubo polinico e transporte de açúcares, crucial para o desenvolvimento dos órgãos reprodutivos das plantas.

Genética e idade das plantas: Algumas plantas podem ter predisposição genética para problemas de floração, enquanto outras podem levar mais tempo para alcançar a maturidade e iniciar o processo de floração. Além disso, algumas plantas podem exigir períodos de dormência ou vernalização para florescerem adequadamente.

Em resumo, uma variedade de fatores pode interferir no processo de floração das plantas, e é importante considerar e mitigar esses fatores para promover o florescimento saudável e vigoroso das plantas.

Curiosidade: As plantas de tomate da atualidade, são respostas de melhoramento genético. Nas variedades antigas o pistilho era demasiado longo inclusive ao ponto de sair para fora da flor, o que dificultava a polinização, no entanto hoje, o pistilho não emerge tanto assim, permitindo que o polém caia diretamente sobre o estigma gerando a autopolinização; 

Quanto mais flores maior produção de frutos, isso é verdade?

Em muitos casos sim, é verdade que uma maior produção de flores pode resultar em uma maior produção de frutos, mas isso nem sempre é garantido e depende de vários fatores. Uma mangueira por exemplo nao pode fecundar todas as flores que produz, se assim o fosse, se tornaria um “cacho” de poucas mangas, imagina só!

A floração vai depender de recursos abundantes como agua, nutrientes, temperatura, para que a planta possa fazer uma polinização eficaz, se houver um número eficiente de flores para atrair os polinizadores, provavelmente haverá uma boa producão, além disso, obviamente a fertilização dos óvulos das flores adequadamente para a formação de frutos, para que não sejam abortados; por fim, alguns fatores genéticos também estão envolvidos, algumas variedades de plantas tem maior capacidade de converter flores em frutos do que otras,

Em resumo: enquanto uma maior produção de flores pode aumentar o potencial de produção de frutos em algumas situações, outros fatores também desempenham um papel crucial. A polinização eficaz depende da disponibilidade de recursos, das condições ambientais e da genética da planta que são todos importantes para determinar a relação entre a produção de flores e a produção de frutos em uma planta específica.

Anomalia da soja, o que será?

É um problema relativamente novo, relata-se casos desde as ultimas 4 safras, iniciando-se os primeiros relatos em Mato Grosso, no entanto, atualmente já se comenta a ocorrencia nas regiões do Pará, Tocantins e Goiás. Há grande mobilização e pesquisa por parte de consultores e pesquisadores de diversas regiões e centros de pesquisa, como por exemplo: Embrapa, Fundação Rio Verde, UFMT, Fundação Mato Grosso.

Ainda não se sabe ao certo o que vem causando a anomalia da soja, ou a soma de fatores que vem impactando negativamente os cultivos, porém dentre as possíveis causas, se considera fatores bióticos e abióticos.

Até o momento, o que se observa ou o que se torna mais perceptível são plantas no final do ciclo reprodutivo: Acamamento das plantas, quebramento das plantas, estrías nas hastes (correlacionado ao quebramento e ao acamamento) parede celular mais frágeis, daí ja surgem algumas possiveis soluções em como poder aumentar a lignina nas plantas; além dessas características na parte basal e interna das plantas, pecíolos mortos e necrosados, bainhas lesionadas, má formação de grãos e/ou apodrecimento dos grãos.

                     

Figura 1: Apodrecimento de vagens

Figura 2: Má formação de grãos

Depois de avaliar tantos pontos, já se sabe que não está relacionado a uma variedade especifica de soja, tão pouco está relacionado à região, pois já se vem propagando em várias regiões em diferentes altitudes, tipos de solo, inclusive em variadas áreas de precipitação pluviométrica e latitude distintas.

Dentre possíveis fatores, há o fator nutricional, mas até o momento não há algo que aparenta ser o fator determinante, mediante uma carência ou uma quantidade exagerada de nutrientes no solo; pois após avaliações em folhas, hastes, grãos e vagens, se levantou a hipótese dos baixos teores de silicio ou boro mas até então nada conclusivo, quer dizer ,que mesmo com as variações de solo e “desbalanços” nutricionais de base e/ou foliar em forma geral, o que não vem a afetar diretamente a ocorrência da anomalia.

Diante das observações realizada até o momento, a anomalia apresenta na fase final do ciclo, já no enchimento de grãos; porém a enfermidade já vem se desenvolvendo desde o início da cultura, analizando grãos e vagens com e sem síntomas, foram encontrados fungos já descritos na cultura da soja, como: Cercospora sp., Phomopsis sp., Fusarium sp., Phoma sp., Colletotrichum sp..

Figura 3: Abertura pré matura das vagens

Assim que,  a estrategia utilizada por produtores e consultores até então é o modo preventivo, antecipar a entrada com aplicações de fungicidas, de forma mais frequente, com uma boa cobertura foliar, com objetivo de reducir da presença do complexo de fungos.

Uma proposta viável é incluir no cronograma de aplicações o GLOPPER®, que é a nova geração de cobre tribásico de ação sistémica junto às aplicações de fungicidas; este nutriente agindo dentro da planta desempenha 3 funções fisiológicas: nutricional, protetor e indutor de síntese de fitoalexinas; o GLOPPER® apresenta um residual persistente nas culturas de até 21 dias*, o que pode significar um efeito protetivo muito importante diante a essa problemática.

Para que o produtor possa enfrentar a anomalía, deberá fazer uso de interação genética e tratamentos preventivos; com a busca de materiais mais resistentes e claro, melhorando os tratamentos fúngicos preventivos; essa interação permitirá uma maior proteção podendo até se estimar que seja a solução.

 

Muito trabalho ainda está sendo realizado, nada ainda está definido, há uma variedade de possíveis causas e pesquisadores empenhados em trazer a solução diante essa problemática tão agresiva. 

 

MAIS BIOLOGICOS, POR UMA AGRICULTURA MAIS RESPEITOSA

A crescente demanda global por alimentos “limpos” e sustentáveis impulsiona mudanças nos hábitos de vida e na produção agrícola. Além do consumo de alimentos orgânicos, práticas como uso de microrganismos, plantio direto e uso eficiente de recursos estão sendo adotadas para promover a sustentabilidade. O uso de novas tecnologías é fundamental para atender essa demanda, inclusive na agricultura convencional, mediante o Manejo Integrado de Pragas (MIP).